9.02.2014

não

(...outra vez, não.)


Não percebo porquê. Não percebo o porquê.
Não percebo porque é, porque foi nem porque será novamente. Esta ordem cronológica cansa-me, exaspera-me, enerva-me até. Ando cheia de nervos para dar, uma mão cheia de nervos. Não.
É engraçado como todas as frases sobre ti começam com um não, redondo feio, manhoso, demasiado verdadeiro. Que se lixem as verdades, que se lixem os nãos, os meus e os teus.
Não percebo porquê. Não quero perceber porquê. Quero que passe, está a chatear-me. Passa, sai daqui, vai embora, sai de mim.
Não. Já sei, não.


Perdoem-me, sinto que não foi nada, 
nada bonito.

 
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4 comentários:

  1. Cada vez mais gosto do que escreves e fotografas. O não as vezes tem de existir.

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  2. Também ando em modo não. Em negação. Para tirar um grande sentimento de dentro de mim. Quando a vida dá-nos com "não" e puxa-nos o chão dos nossos pés...tudo é não. tudo fica mau. mas tudo acontece por alguma razão*
    douradorosa.blogspot.pt

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  3. Normalmente o "não" dilacera-nos o coração, mas é quase sempre o começo de algo novo e bom.

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Acerca de mim

A minha fotografia
O meu nome não é Rita Laranja. E gosto de tirar fotografias. amidnightinbuenosaires@gmail.com