2.27.2014

é do marasmo

Sem qualquer divindade, em verdade, em verdade vos digo que o derradeiro final do meu querido Luís Bernardo me pesou no coração. Hoje lembrei-me deste final, desta história, deste equador traçado a lápis de carvão numa folha perdida no meio de tantas outras.
Hoje lembrei-me do Luís Bernardo, mas podia ter-me lembrado de Safya, ou de Tertuliano Máximo, ou mesmo de Toru. Tantos e tantos finais.
Estou cansada de finais. Cansam-me. Cansam-me os finais, cansam-me os recomeços. Cansa-me o marasmo. Cansa-me este lugar. Cansam-me as conversas deste lugar. Cansa-me a sorte. Cansa-me o azar. Hoje, tudo me cansa. A minha mãe diria, que esquisita estás.
Mas eu, mais uma vez vos digo, com toda a verdade que a culpa de toda esta canseira é do marasmo. Não terá sido o marasmo o culpado do derradeiro final de Luís Bernardo? E de Tertuliano Máximo? E a inércia, é culpa de quem? Marasmo, o mesmíssimo marasmo.
Estou cansada do marasmo. Respondo à minha mãe, é do marasmo. É do marasmo.



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4 comentários:

  1. As tuas fotos são lindas lindas e lindas ♥

    http://morningdreamsfree.blogspot.pt/

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  2. Gosto muito da simplicidade deste espaço, tão bonito!

    http://caleidoscopicamente-falando.blogspot.pt/

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    1. Muito obrigado Margarida! Fico muito contente e volta sempre, sempre. :))*

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O meu nome não é Rita Laranja. E gosto de tirar fotografias. amidnightinbuenosaires@gmail.com