6.09.2013

sobre a eternidade

Estavam ali sentados, num banco de rua como qualquer outro. As palavras eram poucas, talvez não houvesse nada para dizer. Ou talvez já não fosse preciso dizer nada. Podiam estar ali sentados uma eternidade sem trocarem uma palavra, apenas os dois, ele com o braço pousado docemente sobre as suas costas, ela encostada ao seu corpo, confortável e segura.
Contemplavam os pássaros, o mar, a imensidão, o infinito, o ar quente impregnado de gelado de melão. Contemplavam a eternidade, sob a lei sábia dos cabelos brancos. Contemplavam a eternidade num banco de rua como outro qualquer, talvez até meio riscado com ditos de amor de outros tempos.

Como se nenhum outro amor importasse, continuaram sentados naquele banco de rua, imóveis e serenos.
A eternidade estava diante dos seus olhos.



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8 comentários:

  1. Um amor assim é o que que nos faz acreditar.
    Um amor de silêncios e cumplicidade, eterno.

    Um texto simplesmente maravilhoso.

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  2. Tão inspirador e sereno, as fotos, as suas palavras e o seu blog. Estou muito encantada com o seu cantinho, voltarei mais vezes.

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  3. ai, os teus textos e as tuas fotos...♥

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  4. que história bonita <3

    pedrapapeltesoura.typepad.com

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O meu nome não é Rita Laranja. E gosto de tirar fotografias. amidnightinbuenosaires@gmail.com